A MÚSICA E A PERCEPÇÃO SENSORIAL

Cientistas tentam compreender e quantificar que aspectos específicos de uma música emocionam mais que de outra. Os resultados contribuem para um maior entendimento sobre o funcionamento do cérebro e a importância da música no desenvolvimento, comunicação e cognição humanos e até como ferramenta terapêutica.

A música é um universo de significados, representações e percepções distintas, e cada pessoa possui uma percepção diferente desses significados. A música aciona diversas áreas do cérebr, induzir atos, pensamentos e emoções distintas, como ocorre com a música religiosa, romântica ou mais agitada, e representa um dos sistemas simbólicos mais significativos culturalmente.
Pesquisas científicas mostram que o cérebro entende a música não só como desvio emocional, mas também como uma forma de movimento e atividade. E o que realmente confere emoção pode não ser ritmo ou melodia, mas momentos quando músicos fazem mudanças súbitas nos padrões musicais.

Veremos como a música é recebida pelo cérebro, quais áreas são afetadas e que reações ela provoca.
A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energiaelétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.
O som é transmitido por moléculas através do ar, chega ao tímpano, que se agita para dentro ou para fora, conforme a amplitude e volume do som que recebe, e também da altura desse som, isto é, se ele é grave ou agudo. Entretanto, nesse estágio, o cérebro recebe apenas uma informação incompleta, sem distinção do que o barulho realmente representa – se ele é de vozes, do vento, de máquinas etc. O resultado final, decodificado pelo cérebro, representa uma imagem mental do mundo físico, que é gerado a partir de uma longa cadeia de eventos mentais.
O primeiro processo dessa cadeia, pode-se dizer que é a “extração de características”, quando o cérebro apenas percebe as características básicas da música, por meio das redes neurais especializadas. Nessa fase, o som é decomposto em elementos básicos como altura, timbre, localização no espaço, intensidade, entre outros. Isso ocorre nas partes periféricas do cérebro. O segundo passo ocorre nas partes superiores cerebrais, quando é preciso integrar essas informações básicas adquiridas, de forma a obter uma percepção completa.

O cérebro enfrenta três dificuldades nas fases mencionadas acima, nas quais deverá provocar alguma reação no indivíduo: “primeiro, a informação que chega aos receptores sensoriais é indiferenciada em termos de localização, fonte e identidade. Segundo, a informação sonora é ambígua: diferentes sons podem gerar padrões de ativação similares ou idênticos ao atingirem o tímpano. Terceiro, a informação sonora é incompleta”. Logo, uma das funções dessas etapas é fazer uma espécie de cálculo estimado do que está acontecendo realmente no mundo, o que permite afirmar que a percepção auditiva é um processo de inferência. Explica Daniel Levitin, neurocientista e músico, no artigo “A ilusão musical”.

A atividade musical envolve quase todas as regiões do cérebro e os subsistemas neurais. São ativadas estruturas que estão nas regiões instintivas do verme cerebelar (estrutura do cerebelo que modula a produção e liberação pelo tronco cerebral dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina), e da amídala (principal área do processamento emocional no córtex). Na leitura musical, o córtex visual é a área utilizada. O ato de acompanhar uma música é capaz de ativar o hipocampo (responsável pela memória) e o córtex frontal inferior. Já para a execução de músicas, são acionados os lobos frontais – o córtex motor e sensorial.

No entanto, a ciência ainda não é capaz de afirmar que escutar, tocar ou aprender música faz com que as pessoas ligadas a atividades musicais sejam “melhores” em outras áreas do conhecimento ou apresentem alteração de comportamento tomados como positivos (efeito). “A aprendizagem musical não se separa do desenvolvimento geral do indivíduo. Nesse sentido, não só o desenvolvimento cognitivo, mas também o afetivo e o motor estão integrados nesse processo”.

“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música.”
Aldous Huxley

Fonte: Artigo – “O efeito da música no cérebro humano” – (Caroline Pacheco – UFPR)
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PRODUTOS E SERVIÇOS NO SEGMENTO GOSPEL

A indústria de produtos e serviços no segmento cristão movimenta estimados R$ 12 bilhões por ano no Brasil, segundo cálculos de Mário René, professor de Ciências do Consumo Aplicadas na ESPM e doutor em teologia prática, num país com mais de 30 milhões de evangélicos – a projeção é de que essa população aumente para 50 milhões até 2020.

Junto com este crescimento aumenta, na mesma proporção, o consumo de produtos como Bíblias, CDs, DVDs e acessórios. Diversas empresas do setor de instrumentos musicais, áudio, iluminação afirmam que o poder de compra dos evangélicos vem aumentando de forma representativa a cada ano.

No mercado fonográfico, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), a música gospel nacional ocupa a segunda colocação entre os gêneros musicais campeões em venda, atrás somente do pop-rock. Tal realidade vem atraindo diversos empresários dispostos a investir no setor. As gravadoras Som Livre e a Sony Music são exemplos desses investidores, que vêm se fixando no mercado e, com sua chegada, trazem um grande acréscimo em qualidade de gravação, produção e distribuição ao mercado Gospel, além das grandes emissoras de TV, que preparam programas com quadros voltados para o segmento, uma vez que reconhecem o celeiro de talentos e oportunidades nesse setor.

Outra questão, que não deve ser esquecida, é que com a popularização da Música Gospel, começa a se formar um novo tipo de público consumidor: aquele que compra porque aprecia o estilo, sem maiores comprometimentos religiosos. Um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), revelou que a venda de música digital cresceu 12% no mundo em 2009, representando 27% da receita do setor. Em 2008, esse patamar era de 21%. No site Sonora um dos principais portais de download legalizado da América Latina, que pertence ao grupo Terra, cantores evangélicos se mantêm na lista dos favoritos do site, destacando-se por várias semanas consecutivas.

É notável também o crescimento do mercado de instrumentos musicais. O Brasil importou, em 2009, cerca de US$ 170 milhões em instrumentos musicais e exportou US$ 10 milhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Grande parte desse crescimento é consequência da demanda gerada pela expansão do mercado musical Gospel nas últimas duas décadas.
Segundo recente pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Música – entidade que reúne os principais fabricantes, importadores e distribuidores do segmento – em cada dez consumidores de instrumentos musicais e acessórios, quatro são evangélicos. A entidade estima que 40% da indústria musical seja absorvida pelos evangélicos, transformando o meio cristão no principal representante e comprador destes produtos.

Igrejas e pastores evangélicos detêm dezenas de concessões de emissoras e rádios de TV, além de participação na mídia impressa – um exemplo é a Folha Universal, jornal semanal da Iurd com tiragem declarada de 2,3 milhões de exemplares.

A percepção de que o setor caminhava rumo à profissionalização levou Eduardo Berzin Filho a promover a feira, Expo Cristã, realizada há onze anosem São Paulo. A feira atrai hoje em média 160 mil visitantes e expositores, como editoras cristãs, gravadoras gospel, empresas de mobiliário para igrejas, produtoras e assessorias e até consultorias de gestão de templos. O evento reune atrações da música, teatro, dança e cinema gospel, exposição de arte cristã, venda de livros, CDs, DVDS e produtos especializados no segmento.

Por outro lado, os artistas do universo Gospel estão se profissionalizando mais e aprendendo a usar as mídias a seu favor, para divulgação dos seus trabalhos, explorando muito bem, por exemplo, a internet, com sites e espaços em redes sociais. O crescimento dos programas de tevê, jornais, revistas, portais e sites especializados, além de um grande número de rádios apenas tocando o segmento, somam a essa expansão do mercado de Música Gospel. Outro aspecto é a demanda pela procura de assessores de imprensa e de marketing para trabalho de imagem com escritórios especializados. Essas iniciativas tornam o artista conhecido em outros segmentos. E tudo isso reverte em vendas.

Segundo o estudo Novo Mapa das Religiões, da FGV, os evangélicos representavam 20,2% da população brasileira em 2009, contra 9% em 1991. Boa parte se concentra na Classe C emergente, que cresce em número e em importância econômica no país.é um público fiel, exigente e que sabe o que quer consumir.
O mercado gospel é um mercado crescente, mas ainda pouco estudado e explorado.

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O PAPEL DA MÚSICA NA PLASTICIDADE NEURAL

Já é possível através de novas técnicas de neuroimagem estudar as mudanças regionais do fluxo sangüíneo do metabolismo e da atividade elétrica cerebral durante tarefas de natureza cognitiva, como, por exemplo, enquanto um indivíduo processa estímulos sonoros, sejam estes meros sons puros, ruídos, padrões rítmicos ou mesmo “música”, em sua acepção ampla

As relações fisiológicas, comportamentais, psíquicas e afetivas entre a música e o cérebro humano são complexas, autônomos e interdependentes.

O processamento musical envolve a integração bidirecional entre os componentes da estrutura e da sintaxe musicais (ritmo, estrutura, intencionalidade) e os componentes funcionais do próprio cérebro. (Sarnthein J. et all.,1997; Tomaino CM.,1998)

O conhecimento de alterações fisiológicas, acompanhando o processamento musical, pode auxiliar o desenvolvimento, em bases funcionais, de procedimentos para intervenção musical adequados. Assim, as alterações fisiológicas da estimulação sonora podem refletir-se nas mudanças dos padrões, no reflexo de orientação, na variabilidade das respostas fisiológicas envolvidas em processos de atenção e expectativa musicais ou na mudança de freqüência, topografia e amplitude dos ritmos elétricos cerebrais (Masui K et all., 1984; Petsche H et all., 1986; Sarnthein J. et all.,1997; Tomaino CM.,1998)

A música tem uma representação neuropsicológica extensa, e por não necessitar de codificação lingüística, tem acesso direto à afetividade, às áreas límbicas, que controlam nossos impulsos, emoções e motivação. Por envolver um armazenamento de signos estruturados, estimula nossa memória não-verbal (áreas associativas secundárias). Tem acesso direto ao sistema de percepções integradas, ligadas às áreas associativas de confluência cerebral, que unificam as várias sensações, incluindo a gustatória, a olfatória, a visual e a proprioceptiva em um conjunto de percepções que permitem integrar as várias impressões sensoriais em um mesmo instante, como a lembrança de um cheiro ou de imagens após ouvir determinado som ou determinada mús ica. Também ativa as áreas cerebrais terciárias, localizadas nas regiões frontais, responsáveis pelas funções práxicas de seqüenciação, de melodia cinética da própria linguagem, e pela mímica que acompanha nossas reações corporais ao som (Heilman KM et all., 1986; Sergent J. 1993).

Os recursos de neuroimagem funcional têm contribuído para novos e interessantes achados, enfatizando-se a importância da lateralização hemisférica na percepção musical. Tais trabalhos sugerem certo grau de independência funcional e anatômica para o processamento (ou para estratégia de processamento) dos vários parâmetros sonoros. Neste sentido, foi possível mapear as mudanças na ativação metabólica durante o processamento perceptivo e cognitivo dos constituintes da música

Mazziota et all.,1982 observaram que, em tarefas de discriminação tímbrica, havia maior ativação d e áreas  frontais e temporais do hemisfério não dominante.

Lauter et all.,1985 confirmaram a organização tonotópica do córtex auditivo com ativação anterior e lateral para sons graves e médio e posterior para sons agudos .

Zatorre et all.,1986 observaram que a audição melódica passiva envolvia principalmente regiões temporais do hemisfério direito, enquanto em provas mais ativas, que exigiam memória tonal, havia ativação de áreas frontais do hemisfério cerebral direito.

Platel et all., 1997 estudaram a ativação de diferentes áreas cerebrais durante provas que envolviam alguns parâmetros psicoacústicos da música, a dizer: identificação de mudanças de altura, regularidade rítmica, familiaridade melódica, identificação de mudança tímbrica. Nas provas envolvendo familiaridade, havia maior ativação do giro temporal esquerdo e do giro frontal esquerdo. O reconhecimento tímbrico ativava o giro frontal superior e o giro pós-central direitos, enquanto as provas rítmicas envolviam áreas frontais inferiores e a ínsula do hemisfério esquerdo (dominante). Interessante também foi o fato de terem observado ativações de regiões occipitais, durante tarefa envolvendo o reconhecimento das alturas sonoras, sugerindo existir um recrutamento de áreas envolvidas nos processamentos das imagens como uma estratégia visual para a decodificação das alturas dos sons. Além disso, observaram, também, que durante tarefas rítmicas, ocorrem ativações na área de Broca (AB44/6) estendendo-se à ínsula vizinha, sugerindo que essa região cerebral tem um importante papel no processamento de sons seqüenciais, o que sugere existir um elo neurobiológico entre o ritmo musical e a fala expressiva.

De um modo geral, as funções musicais parecem ser complexas, múltiplas e de localizações assimétricas, envolvendo o hemisfério direito para altura, timbre e discriminação melódica, e o esquerdo para ritmos, identificação semântica de melodias, senso de familiaridade, processamento temporal e seqüencial dos sons. No entanto, a lateralização das funções musicais pode ser diferente em músicos, comparado a indivíduos sem treinamento musical, o que sugere um papel da música na chamada plasticidade cerebral.

“A música pode ser o exemplo único do que poderia ter sido – se não tivesse havido a invenção da linguagem, a formação das palavras, a análise das ideias – a comunicação das almas.”

Marcel Proust

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MÍDIA SOCIAL E MARKETING DIGITAL NO MERCADO MUSICAL

Muita desilusão prematura com as redes nasce de uma incompreensão profunda do que elas significam realmente.

É muito importante que os artistas participem ativamente dos canais de mídia social, aprender a participar nas mídias sociais irá dar aos artistas a oportunidade de tirar proveito das novas ferramentas online, que pode realmente melhorar seus projetos atuais. Singles, vídeos e agendas podem ser compartilhadas através de novos mercados, os fãs (novos e antigos) terão um novo método de comunicação com os artistas, e os artistas terão um novo conjunto de ferramentas no mercado.

Não é necessário ter perfil em todas as redes sociais existentes, no entanto, criar um perfil e não saber como usar as redes, ou entender como integrar todos os perfis criados, não irá gerar qualquer exposição ou resultado esperado.

É fundamental considerar o que uma pessoa vai encontrar quando chegar ao seu perfil.

É aconselhável que os artistas comecem com 3 redes, usando-as e gerenciando-as corretamente e ativamente, ou contratar alguém que possa fazê-lo – e então aumentar esse número gradativamente

No caso de cantores e musicos indicaríamos a principio: MySpace – É uma das poucas redes sociais que integra praticamente tudo o que um usuário de internet necessita em seu dia-a-dia, como e-mail, comunicação instantânea, perfil, fotos, videos, músicas, blog, comunidades, foruns, jogos, aplicativos de terceiros e diversos outros recursos.

Com um perfil diferenciado para músicos, além de divulgação permite também ao usuário postar e vender suas músicas, assim deve ser sériamente considerado na estratégia de marketing digital se você é do mercado fonográfico, seja como cantor, músico ou produtor.

Youtube – Ao contrario da maiorida das redes sociais, baseadas no conceito de mídia escrita, com textos e imagens, o youtube é uma mídia que trabalha com videos, publicados diretamente pelo internauta e assistido por qualquer um, em qualquer computador. Explorar esse conceito, publicando seus vídeos, aproveitando o conceito de marketing digital é de fundamental importância para troca de experiências, e facilitação da difusão do seu trabalho

Twitter – Um microblogging com um conceito simples e de fácil atualização. Em apenas 140 caracteres você divulda sua informação. É uma mídia social que mistura vários elementos de comunicação e relacionamento e pode ser utilizado para completar suas ações de marketing de conteúdo e para integrar a comunicação com as demais mídias sociais.

Uma das recomendações para o artista que é muito ocupado no dia-a-dia e não tem muito tempo para dedicar-se aos meios de comunicação social é contratar alguém para ajuda-lo, e tratá-los como um membro da banda adicional. Vale a pena o trazer adicionalmente um membro a sua equipe para aumentar sua visibilidade, descobrir novas formas de uso do seu marketing de conteúdo e vendas online do seu trabalho

Outro ponto a ser levado em conta são as radios web. A rádio na Internet é muito importante se você quer ser ouvido online, principalmente se a radio web mantém interatividade com internautas. Isso faz com que seu trabalho seja divulgado via radio web, e também através das redes sociais dos próprios internautas-ouvintes. Os artistas deveriam se preocupar em colocar suas música tanto para rádios terrestres como online, da mesma forma.

Hoje não só cantores, músicos e fãs compartilham conteúdos em redes socias, mas gravadoras marcam presença em estratégias digitais. Isso mostra que esse tipo de relacionamento em rede e o bom uso dessas ferramentas pode fazer seu trabalho ser divulgado e reconhecido.

Porém é necessário ter em mente que não basta apenas criar uma página no MySpace, Facebook ou uma conta no Twitter, pois isso, por sí só, não vende música. Mas aprender a usar essas ferramentas pode aumentar a exposição e, eventualmente, vender música.

É primordial, no entanto, um conteúdo de qualidade, um trabalho bem feito, bem arranjado, bem tocado e cantado (se for o caso), artistas devem usar essas ferramentas para ajudá-los a encontrar formas criativas para aumentar a sua exposição. O aumento da visibilidade aliado a música de qualidade, aumentará as chances de um artista em vender suas músicas e tornar seu trabalho não só conhecido como respeitado no meio.

Dicas: outras mídias e redes socias

Flickr – um site colaborativo de armazenamento de fotos, onde você expõe seus trabalhos em imagens que podem ser usados em outras redes sociais

Facebook – só é permitido ver algum perfil, se for usuário. Permite criar álbum de fotos, armazenar videos, indicar links, escrever notas e criar tópicos de discussões.

Orkut – conceito simples, você cria o perfil, com uma série de informações pessoais, fotos, videos, e pode convidar membros para serem seus amigos, uma forma interessante de criar e gerar novos relacionamentos

Especificamente para a música, outro tipo de mídias socias é o site de podcast, que permite armazenar arquivos de audio, com músicas, workshops e entrevistas para veiculação pela internet. Existem vários sites desse tipo, como o LastFM, Plazoo, iTunes e iBiz Rádio. Alguns focados somente em músicas e outros em áudios sobre determinados temas.

Trata-se de um universo amplo, por isso, altamente recomendável para estratégias de marketing digital, pois assim você já estará atingindo grande parte dos consumidores que lhe interessam.

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AMUSIA – A incapacidade da percepção melódica

A origem do termo cognição é “cognoscere” termo em latim que significa conhecer (pela origem).
Cognição é resultado da percepção de algum fenômeno.
Percepção é o processo que permite adquirir, interpretar, selecionar e organizar informações sensoriais.
Percepção musical é a capacidade de perceber as ondas sonoras como parte de uma linguagem musical. Envolve a identificação dos atributos físicos do som, como volume, timbre e afinação (percepção sonora), mas também elementos musicais como melodia (percepção melódica) e ritmo (percepção ritmica).

A música está envolvida em grande número de funções mentais. Entre elas, memória, atenção, percepção, performance motora e emoção.
A percepção musical é, por vezes, usada como sinônimo de percepção sonora, desconsiderando assim a melodia, o ritmo e elementos de linguagem musical. Altos níveis de percepção musical são sinais de apurada capacidade de análise sonora, mas não garantem a musicalidade de alguém, visto que não tem relação direta com capacidades de produção sonora.

Cognição musical é estudo dos processos mentais subjacentes que ocorrem quando alguém se relaciona com a música, produzindo-a ou apenas ouvindo.
A música e a linguagem parecem transitar por diferentes circuitos cerebrais. Essa é a conclusão de vários estudos conduzidos com o objetivo de esclarecer como o cérebro humano processa as informações necessárias para criar e responder às seqüências de sons.

A natureza dotou algumas pessoas de um ouvido musical invejável, capaz de repetir com perfeição todas as notas de uma melodia que mal acabaram de escutar, enquanto outras são incapazes de diferenciar um dó de um lá, um baixo de um barítono.
No entanto, há pessoas que são praticamente surdas aos sons musicais: são as portadoras de amusia.

A amusia é a incapacidade de captar os sons musicais, de lembrar-se de uma melodia e pode ser congênita ou adquirida. A primeira é uma condição hereditária que chega a afetar 5% das crianças nascidas em determinadas populações. Já, a forma adquirida surge como conseqüência de traumatismos ou de derrames cerebrais.

Estudos conduzidos durante a década de 1990 demonstraram que muitos portadores de amusia não apresentam qualquer deficiência no campo da linguagem. Essas pessoas possuem audição, inteligência e memória normais, mas não possuem nenhuma percepção melódica. Para eles, uma melodia é bem parecida com qualquer outra, canções já ouvidas muitas vezes são irreconhecíveis sem a letra, e dissonâncias que faria qualquer um se retorcer, não causam nenhuma reação. Os amusicais não conseguem cantar, mas raramente reconhecem isso. A “amusia” é incomum, mas não especialmente rara. A estatística mais aceita é de que ocorra em 4% da população.
Como uma amúsico é incapaz de reconhecer qualquer intervalo musical, toda música lhe soa barulhenta. Ele percebe a música da mesma forma como uma analfabeto se perde diante das letras de um livro.

Técnicas de ressonância magnética funcional tornaram possível demonstrar a existência de diferenças no padrão de ativação das áreas cerebrais entre aqueles dotados de ouvido absoluto e os eternamente desafinados.
O neurocientista Robert Zatorre, da Universidade MCGill, no Canadá, demonstrou que as músicas mais inebriantes, aquelas que mais nos tocam, ativam regiões cerebrais como a amigdala e o córtex órbito-frontal, também ligadas às emoções e às respostas à alimentação e aos estímulos sexuais.

Apesar dessas descobertas, a Neurociência custou a aceitar a música como um fenômeno cognitivo ligado a circuitos neuronais específicos. A partir do ano 2000, no entanto, a associação de neurocientistas especializados em imagem e psicólogos cognitivos provocou uma revolução na área.

Estudos da psicóloga Isabelle Peretz, da Universidade de Montreal, com a colabroração de Zatorre permitiu concluir que o cérebro dos portadores de amusia apresenta menor quantidade da substância branca localizada no giro frontal direito, área logo atrás do lado direito da fronte, do que os indivíduos considerados “normais” do ponto de vista musical.
Essa área frontal direita está envolvida justamente na percepção e na memória musical. Tais evidências deixaram claro que música e linguagem trafegam por diferentes circuitos, de fato, porque os centros que coordenam a linguagem estão situados do lado oposto, à esquerda do cérebro.

Outras pesquisas realizadas pelo mesmo grupo sugerem que a habilidade dos pianistas capazes de memorizar peças longas e complicadas, é resultado da comunicação integrada entre os circuitos de neurônios motores responsáveis pelos movimentos das mãos e os circuitos da memória auditiva.

Mas o que causa a amusia congênita? De acordo com Peretz, a melhor explicação é a de que o cérebro é equipado com um “módulo” especial de processamento melódico, o qual ocasionalmente não se desenvolve completamente. Isso poderia explicar porque a “amusia” afeta somente a percepção musical. Se esta informação for correta, a música, assim como a linguagem, é inata, implantada de forma profunda em nossos cérebros

Peretz e sua equipe estão à procura dos genes que fazem da amusia uma condição genética, na esperança de conseguirem novas idéias relacionadas ao desenvolvimento anormal do cérebro dos amusicais. Outra questão chave é saber se a amusia é uma anormalidade ou um conjunto delas.

Alguns amusicais gostam de ouvir música por apreciarem os ritmos, mas a metade dos amusicais também têm problemas na percepção rítmica, sugerindo que pode haver uma condição neurológica que acaba com a percepção rítmica, assim como faz com a melódica. Outro problema também detectado pelos estudos é a dos “ouvidores de ruído” – amusicais que percebem a música como se fosse batidas em panelas.
Apenas alguns amusicais ouvem somente barulhos, para a maioria, a música é somente algo confuso diz Peretz.

Se a amusia é uma anomalia ou um conjunto delas, a esperança é que seu estudo possa beneficiar àqueles desafortunados excluídos do profundo prazer da música.
A intervenção no problema pode permitir lidar com a plasticidade normal do cérebro e reparar alguns dos danos. Ainda não há cura ou tratamento para os portadores de amusia.

“A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria” (Ludwig van Beethoven)

Referências
Science vol 315, 759 (2007)
New Scientist, vol.197, 2644 (2008)
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A MÍDIA SOCIAL MUDANDO OS RUMOS DA ASSESSORIA DE IMPRENSA

O trabalho de assessor de imprensa toma novos rumos diante da competição que o jornalismo tradicional enfrenta por parte de redes sociais e blogs. Agora ele lida também com o público final.?Antigamente press-release era a principal e quase única fonte oficial de informação, hoje as fontes de informações são inúmeras. Hoje um produtor de informação pode pegar seu conteúdo de releases, sites, mecanismos de buscas, blogs, fontes, e assim por diante.

Aos poucos, a existência de um intermediário da notícia deixa de ser necessária com a popularização das redes sociais e o crescente número de pessoas conectadas. Hoje já se sabe aonde encontrar informações. Elas estão nos blogs, nas comunidades do Orkut, Facebook, LinkedIn e no Twitter.

Os blogs e as mídias sociais podem transmitir a informação de forma muito rápida e imparcial – e isto é o que o público procura, diferente da mensagem perfeitamente formatada, que cria a aura de produção e sugere uma imagem de direcionamento de interesses.?O público demonstra que a mensagem realmente consumida é a que circula nos meios informais. Jornais, revistas e a própria TV continuam importantes e servem para que o público confirme aquilo que já foi lido durante o dia, na web.

Essas novidades estão mudando não só a forma de se fazer assessoria de imprensa. Agora, em vez de passar o dia pendurado no telefone, fazendo contato com o jornalista, o assessor de imprensa, denominação que torna-se obsoleta e dá lugar a assessor de comunicação (nome mais corretamente empregado ou PR digital, que vem de public relations) entra de vez na blogosfera e outras redes, interagindo diretamente com o público final.

?“O novo tripé jornalístico, calcado no entretenimento, prestação de serviços e informação, modificou de vez as atividades e funções da assessoria de imprensa. Se antes toda e qualquer notícia era fornecida para a imprensa somente por palavras (escritas), agora, cada vez mais, novas tecnologias complementares tornam o trabalho dos comunicadores mais complexo e inovador”. Trecho de artigo de Rodrigo Capella, jornalista, publicado em 23/02/2010 no Comunique-se

O que mudou dos tempos do assessor de imprensa aos tempos do assessor de comunicação

Hoje o assessor de comunicação interage em diversos campos?integrando a comunicação:

- Produzindo conteúdo informativo que é o ponto central da atividade de assessoria de comunicação agregando as seguintes ações – Blog, Canal de Vídeos no Youtube, Difusão de informação em redes sociais (Facebook, Twitter, Myspace, Orkut), Áudios para rádios e podcasts e Eventos:

† Blogs – A notícia pauta o mundo quando produz notícias, a assessoria de comunicação pode colocar em funcionamento um poderoso mecanismo de comunicação, ao integrar as mídias online e redes sociais no processo de comunicação. Assim, a assessoria de comunicação deixa de ter feições “publicitárias e ou jornalisticas” e assume o papel diferenciado na busca por informação de interesse público.

† Redes Sociais -Toda matéria enviada para a imprensa ou nota publicada no blog ou vídeo postado no canal de vídeos são divulgados em pequenas notas em redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut . Estas atividades ajudam a levar visitantes para o blog, canal de vídeos, site, fortalecendo a imagem do assessorado. É importante perceber que estas atividades são, na verdade, derivadas da assessoria de imprensa e ajudam a trazer visitantes aos canais de comunicação.

† Producão de Vídeos – A produção de conteúdo para assessoria de comunicação é acompanhada de gravação de vídeos digitais para o blog. Estes vídeos devem ser alocados em um canal de vídeos no Youtube que, com o tempo, passam a ser videotecas do conteúdo de trabalho, atraindo o interesse das pessoas. Os vídeos ajudam a pautar os jornalistas sobre a busca dos materias e atraem o interesse pelos demais conteúdos

† Áudios para rádios e podcasts – Produzindo conteúdo (entrevistas, audios releases) para cada tipo de público que deseja atingir, transformando-os também em conteúdo para as redes sociais

† Eventos – são importantes ferramenta de marketing. O conteúdo gerado pelos eventos podem ser transmitidos on line gerando conteúdo imediato. São momentos onde o assessor deve estar presente pois gerará o conteudo de integração entre assessorado e publico, que alimentará o blog, o canal de vídeos e render pautas para a imprensa

Deve preocupar-se também com os resultados gerados, análise de tendências sobre as atividades de comunicação como textos enviados, jornalistas contatados, matérias publicadas, visitas ao blog, visitas ao vídeo, seguidores no twitter, entre vários outros interesses.?Portanto, se você ainda não se atentou para as mudanças que estão ocorrendo na área de assessoria de imprensa, preste atenção: não se enferruje junto com o jornalismo tradicional, estude, busque e transforme-se com as novas tendências.

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IMPACTO SONORO – COGNIÇÃO MUSICAL

Ao romper as regularidades melódica, rítmica e tonal, a música lança um desafio ao cérebro: adaptar-se à complexidade de novas estruturas musicais de modo progressivo e inconsciente.
Sabe-se que a música modifica a organização cerebral de quem a ouve e a pratica intensamente, com efeitos positivos sobre muitas capacidades cognitivas.
A organização neural para a música e o comportamento musical humano tem sido alvo de inúmeras discussões nas áreas de neurociências e de arte musical. Perpetu-ase a discussão sobre a existência ou não de módulos neurais para a música ou esta função é compartilhada com outras áreas.
Cognição é um termo ligado a percepção sensorial e de movimento do corpo, está ligada à maneira com que esta percepção é processada no cérebro, resultando em uma forma diferente de encarar os processos mentais.
No universo perceptivo, muitos compositores integram em seus sistemas de composição alguns vínculos cognitivos, e assim “manipulam” o cérebro musical, e mesmo que o ouvinte ache a música “estranha”, o cérebro a assimila, organiza e modifica hábitos de escuta.
A música é uma ciência básica com um grande número de variações de códigos, o que possibilita o desenvolvimento intelectual.
Para Straliotto (2001), a inteligência pode ser desenvolvida por meio da audição, já que cada código sonoro representaria um espaço ativado no cérebro, com a finalidade de reter a informação. Os neurônios que recebem a informações codificadas, após serem ativadas pelos códigos musicais ficariam “abertos” para receberem conhecimentos de outros órgãos dos sentidos. A ativação dos neurônios seriam ampliada à medida que novos conhecimentos vão se somando por meio dos cinco órgãos dos sentidos.
Maior será o conhecimento sonoro, quanto mais sons diferentes se ouvir, por estar utilizando uma área cerebral maior para reter aqueleas informações.
A audição de uma música é uma tarefa complexa, já que engloba diferentes padrões, associações, emoções, expectativas, entre outras coisas. Isto envolve um conjunto de operações cognitivas e perceptivas, que são representadas no sistema nervoso central.
Isso mostra que quanto mais cedo crianças entrarem em contato com o mundo da música, maiores serão as chances de que elas assimilem novos códigos sonoros que a música pode oferecer e portanto aumentando suas capacidades cognitivas não só para áreas ligadas a música, mas a outras capacidades cerebrais.
“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” (Arthur Schopenhauer)
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