NEPHILINS: OS FILHOS DE DEUS COM AS FILHAS DOS HOMENS
A Bíblia se refere a uma estranha raça de gigantes, surgida misteriosamente antes do dilúvio e estranhamente aparecendo depois do dilúvio, não podendo, é claro, ser da descendência de Noé, o qual era “justo em suas gerações” e “puro na sua semente”.
A bíblia faz muitas referências aos gigantes existentes na época: “Antes haviam habitado nela os emins, povo grande e numeroso, e alto como os anaquins; eles também são considerados refains como os anaquins; mas os moabitas lhes chamam emins.” Deuteronômio 2:10-11.
“Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? O seu comprimento é de nove côvados [4 metros], e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, segundo o côvado em uso.” Deutoronômio 3:11.
“Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos.” Números 13:33.
O termo hebraico para gigantes é nephlins que seria derivado da raiz “nefal” (queda), que em seu significado real seria “aqueles que foram lançados”, mas também pode ser simplesmente referência a pessoas de estatura gigante. Nm. 13:32-33 diz: “Assim, perante os filhos de Israel infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra, pela qual passamos para espiá-la, é terra que devora os seus habitantes; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos.”
Mas talvez também possa dizer respeito a príncipes ou aristocratas – homens de estatura política. A palavra “gigantes” está ligada a outro termo que denota um valente, dotado de poder e influência.
Alguns acreditam que o texto de Gênesis 6 fala sobre “filhos de Deus” que se juntaram com as filhas dos homens, gerando filhos nelas, porque as acharam formosas. “Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade”. Gênesis 6:4
O que se leva a crer que os NEFILINS eram anjos caídos que tomaram corpos físicos, humanos, e, ao terem relações sexuais com as mulheres terrestres, geraram nelas seres estranhos, híbridos, todos do sexo masculino e gigantescos como Golias de Gate, seus irmãos gigantes, Seom, rei dos amorreus, Ogue, rei da Basã e os filhos de Anaque, ou Enaque, com várias designações tais como, “EMINS”, “ZANZUMINS”, “ANAQUINS”, “REFAINS”, etc. Todas estas expressões tem o significado de GRANDES, FORTES, PODEROSOS, GIGANTES.
Seriam então os gigantes filhos de anjos com mulheres?
Alguns acreditam que relatos bíblicos dão conta que sim: “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixarama sua própria habitação, reservou na escuridão, e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas que, havendo-se corrompido, como aqueles (que seriam os anjos caídos) e ido após outra carne (não humana), foram postas como exemplos, sofrendo a pena do fogo eterno.” Judas 6:7
Alguns estudiosos acreditam que estes gigantes não foram o produto de uniões matrimoniais mistas, apenas homens dotados de alta estatura. Afirmam que naqueles dias os seres humanos eram de grande estatura. Por regra geral, os antediluvianos eram dotados de grande vigor físico e mental. Esses indivíduos, renomados por sua sabedoria e habilidade, persistentemente consagravam suas faculdades intelectuais e físicas para complacência de seu próprio orgulho e prazeres e na opressão de seus próximos.
Há cerca de 5.500 anos, a estatura do homen era bastante elevada. Existiam homens na Mesopotâmia cuja estatura ultrapassava 4 metros. Os primeiros gigantes, chamados na Bíblia de Nefilins poderiam ser ainda mais altos.
“Ora, o nome de Hebrom era outrora Quiriate-Arba, porque Arba era o maior homem entre os anaquins. E a terra repousou da guerra.” Josué 14:15
“Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [2,89 metros].” 1 Samuel 17:4
Golias é o gigante mais famoso da história. No entanto não chegava a 3 metros de altura.
Outros grupos de gigantes chamados de Anaquins e Refains (ou Emins) se instalaram na Palestina entre o Mar Morto e a faixa de Gaza. Os israelitas mataram todos os gigantes desta região sobrando apenas o rei Ogue (na região norte da atual Jordânia) e alguns que foram para a faixa de Gaza (região entre o Mar Mediterrâneo e a cidade de Gaza).
“Não foi deixado nem sequer um dos anaquins na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode.” Josué 11:22
As civilizações antigas estão repletos de referências à seres gigantes, de força descomunal e portadores de tecnologias muito avançadas, participando direta ou indiretamente nas sociedades humanas. Devido às suas potencialidades, eles eram considerados divindades ou sobrenaturais.
Alguns fatos a considerar é que o termo “Filhos de Deus” na bíblia refere-se aos anjos e também aos homens; vai depender do contexto do verso. Deus não deu aos anjos a capacidade de reprodução, portanto, não poderiam ter filhos.
É difícil explicar de onde eles vieram e como agiam. Mas sem sombra de dúvida, marcas das atividades desses seres estão espalhadas pelo mundo. Em monumentos, monolitos e ruínas milenares espalhadas pelos continentes e mesmo no fundo dos oceanos e certamente na estrutura genética dos seres humanos (genes recessivos), desafiando à nossa compreensão.
MONTE BEDR – O VERDADEIRO MONTE DOS DEZ MANDAMENTOS
O Caminho do Êxodo…
O Ponto de Partida para a rota do Êxôdo segundo a bíblia teria sido a cidade de Ramessés próximo ao Canal de Suez. No entanto, estudos geográficos mostram que o Canal de Suez era controlado por Faraó e que o único caminho viável e possível para a saída do povo hebreu seria o Golfo de Ácaba, o caminho mais próximo ao litoral, onde ao chegar, o exército hebreu os alcançou
Ex:14-9 E os egípcios perseguiram-nos, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto ao mar”
E o mar se abriu…
“Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.” Ex 14:21-22
Cientificamente é possível ocorrer um fenômeno assim. Um forte vento, como a bíblia descreve, pode ter o induzido.
O Mar Vermelho na verdade não é um mar, e sim um grande rio, e teria várias irregularidades em seu leito. Um fortíssimo vento poderia ter exposto o leito do rio fazendo com que as águas na parte mais rasa retrocedessem, e dessa forma, os hebreus puderam passar, e ao regredir o vento, o “mar” voltou a se fechar e então o exército de faraó teria sido extirpado.
Segundo um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, a simulação bate com a situação apresentada pelo Livro do Êxodo – desde que um vento leste forte tenha soprado durante algum tempo.
Estudos geológicos não revelam irregularidades no nível do mar hoje, no entanto, há 3.000 anos as condições poderiam ser diferentes.
O Monte Sinai…
Da longa lista de acampamentos no deserto, Kades-Barnea e Ezion-geber são os únicos que podem ser identificados com segurança, mas não indicaram nenhum traço dos nômades israelitas, assim como não há nenhuma evidência arqueológica da ocupação do monte Sinai, onde depois de atravessar o Mar Vermelho Moisés teria levado o povo de Israel e onde teria recebido os dez mandamentos.
Segundo estudos geográficos esta afirmação é incorreta. O Monte Sinai está localizado na Península do Sinai, e é considerado o monte bíblico, no entanto, se Moisés e o povo hebreu saiu da terra do Egito pelo Golfo de Ácaba o Monte Sinai estaria a 250 km de distância. Em Dt 1:2 diz que Kades-Barnéia estava a 11 dias de distância do Monte Sinai, caminhando 6 km/dia como é suposto que eles tenham feito, considerando que levavam animais, crianças, velhos e muita carga e, por isso, caminhavam lentamente, em 11 dias caminhariam 66 km, isso mostra que o destino não foi o Monte Sinai, porém estudos mostram que o monte Bedr na Arábia Saudita, com as mesmas características descritas na bíblia está a 11 dias de Kades-Barnéa caminhando na velocidade que se supunha eles teriam caminhado. Portanto, Moisés não teria recebido os dez mandamentos no Monte Sinai.
Outro fato que embazaria esse pensamento de que o Monte Sinai seria na verdade o monte Bedr:
Ex:13:21 “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite”
Cientistas explicam que a nuvem de fumaça de dia e o fogo à noite se referia a um fenômeno natural, com uma representação simples, um vulcão. De dia sua fumaça densa e grossa, à noite suas chamas, geológicamente não há vulcões no Monte Sinai, porém foram encontrados vulcões ativos na Arábia Saudita, e um precisamente no Monte Bedr, onde acreditam os historiadores ter sido o local onde Moisés recebeu os dez mandamentos.
Estudos arqueológicos e mostram que muitos reinos e locais citados na jornada de Moisés e do povo hebreu pelo deserto não existiam no século XIII a.C., quando o Êxodo teria ocorrido. Esses locais só viriam a existir 500 anos depois, no período dos escribas deuteronômicos.
O maná no deserto…
Ex 16:14 – Disse-lhes Moisés: “Este é o pão que o Senhor lhes deu para comer. O povo de Israel chamou de maná àquele pão.”
Árvores do gênero dos tamariscos, que ainda hoje ocorrem na região da Arábia Saudita, produzem uma seiva doce que serve de alimento para alguns tipos de insetos. O pão que os judeus chamam de maná seriam gotículas de secreção produzidas por insetos que se alimentam da seiva, que caem como pequenos flocos cristalizados, semelhantes aos descritos no Êxodo. Rica em carboidratos, a seiva dos tamariscos fazia do maná uma fonte de energia essencial para uma multidão que caminhava dia e noite no deserto.
Para a comunidade científica, o Êxodo não aconteceu na época e da forma descrita na Bíblia, e parece irrefutável quando examina-se a evidência de sítios específicos, onde os filhos de Israel supostamente acamparam por longos períodos, durante sua caminhada pelo deserto (Números 33), e onde alguma indicação arqueológica – se existente – , é quase certo, seria encontrada, afinal eles teriam vagado pelo deserto por 40 anos.
Há historiadores que garantem que não houve um único e grande Êxodo, mas vários pequenos êxodos, no tempo de Moisés.
Sabemos que arqueologia é uma peça importante para auxiliar na história, mas não ferramenta decisiva.
O fato é que a história de um povo que ultrapassa milênios, e ainda hoje permanece viva e suscita mistérios é a narrativa de uma nação guiada por algo superior, que os faz permanecer, ainda que perdidos, lutando por um sonho. Moisés compartilha a história narrada ao longo dos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Enfim são histórias do Velho Testamento, onde a justificativa espiritual estaria acima das verdades históricas.
Texto Escrito para o Observatório Cristão
Ver texto Original http://www.observatoriocristao.com/site/?p=1257
AS DEZ PRAGAS DO EGITO: FENÔMENOS NATURAIS
A bíblia em Exodo narra a história de vida de um povo, que liderado por Moisés foi em busca da terra prometida.
Moisés era hebreu e foi criado pela filha de Faraó. Ao chegar a idade adulta não suportou ver seu povo oprimido e escravizado e ao matar um e egípcio fugiu para o deserto, possivelmente para a terra de Midiã arqueologicamente não encontrada pela localização indicada na bíblia, até que lhe aparecera um anjo do Senhor.
“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça. E o Senhor disse: Moisés, Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor. Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.
Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
E disse o Senhor: Certamente eu serei contigo e isto te será por sinal de que eu te enviei. Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte” Exodo 3:1-12
Ao obedecer à voz de Deus e voltar para o Egito, Moisés encontrou grande resistência, pois duro era o coração de Faraó.
Relata a bíblia que Deus decide enviar então as 10 pragas – Sangue, Rãs, Mosquitos, Moscas, Peste, Feridas, Chuvas de Pedras, Gafanhotos, Trevas e a Morte dos Primogênitos.
Para os estudiosos as “10 pragas do Egito” é a descrição científica de fenômenos naturais que foram se desencadeando um após outro.
A primeira praga – Ex 7:17 “Ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue”
A água banhada em sangue pode ser explicada pela chamada maré vermelha, que ocorre em certas partes do oceano todos os anos, fruto da proliferação de microalgas dinoflageladas. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica). As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais dessas algas que mudam a coloração da água e essa coloração libera toxinas que dissolvem o oxigênio da água fazendo com que os seres aquáticos que não morrem venham a fugir. Fato que desencadearia a segunda praga
A segunda praga – Ex 8:3 “E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e as casas dos teus servos, e sobre o teu povo”
Com a toxina despejada nas águas as rãs fugiram dos rios e invadiram as casas, sem alimento e fora do seu habitat natural essas rãs morreram e então vieram a deflagrar as próximas duas pragas
A terceira praga – Ex 8:17 “estendeu a sua mão com a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito”
Os piolhos em grande quantidade causaram alergias e estas causaram feridas que com a falta de tratamento adequado infeccionavam.
A quarta praga – Ex 8:21 “ se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem”
Segundo estudiosos as moscas, não eram moscas comuns, mas as chamadas moscas de estábulos que voam em enxames, possuem ferrões como pinças, e ao picarem produzem feridas deixando o corpo exposto a infecções, o que veio desencadear a quinta praga
A quinta praga – Ex: 9:3 “Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima”
As infecções causadas pelos piolhos, e acentuada pelas moscas teria causado o que chamamos de febre catarral maligna – A febre catarral maligna (FCM) uma doença infecciosa, pansistêmica, causada por um vírus que afeta ruminantes domésticos e silvestres, e ocasionalmente, suínos. A doença teria exterminado os animais.
A picada das moscas e os piolhos teriam desencadeado a sexta praga
A sexta praga – Ex: 9:9 “E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito”
Os piolhos causaram coceiras (sarnas) e as picadas das moscas pústulas que infeccionadas causaram ulceras tanto nos homens como nos animais.
Como podemos ver descrito acima, nessa cadeia de sucessões, as pragas de 1 a 6 estão interligadas, no entanto, a sétima praga não caberia nessa sequência de fatos, porém ela pode ser também cientificamente explicável
A sétima praga – Ex: 9:18 “Eis que amanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora”
Houve uma terrível chuva de granizo, não comum naquela região, mas historicamente conhecida.
O frio e a umidade repentina, no clima quente e abafado da região criaram um ambiente ideal para a eclosão de insetos, desencadeando assim a oitava praga
A oitava praga – Ex: 10:4-5 “eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus termos. E cobrirão a face da terra, de modo que não se poderá ver a terra; e eles comerão o restante que escapou da saraiva; também comerão toda a árvore que vos cresce no campo”
A eclosão de gafanhotos se deu pelo ambiente propício do clima seco e árido precedido pela chuva e umidade abundante, e essa grande eclosão fez destruir tudo que houvesse no campo.
A oitava praga também não teria sido fator desencadeante para a nona.
Teria sido as trevas então, o sinal da ira de Deus? Segundo cientistas as trevas teriam sido causadas por um fenômeno chamado Cahnsin
A nona praga – “Ex:10:21-22 “ Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem. E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias”
“Cahnsin” o fenômeno causador seria uma tempestade de areia. Estas tempestades transformam os dias em noite e chegam a durar três ou mais dias, atingem 140 km/h e 1500m de altura, levanta areia o suficiente para cobrir o sol, deixando assim a terra escura.
A décima e última praga enviada foi a mais difícil de ser explicada pela comunidade científica, mas também possível.
A décima praga – Ex 11-5 “E todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva e todo o primogênito dos animais”
A explicação estava nos alimentos – com as pragas anteriores a terra encontrava-se doente, peixes mortos, alimentos estragados e a colheita destruída por gafanhotos. O que restava de alimento era armazenado.
Os grãos eram armazenados em condições precárias e assim produziam fungos na parte superior dos fardos. Os fungos que se reproduziam rapidamente eram tão potentes que se ingeridos ou inalados matavam de um dia para o outro.
No Egito e Oriente Médio há uma tradição de que o primogênito além de receber porção dobrada, é alimentado primeiro, assim como os animais dominantes (mais velhos), então cabia a ele a parte superior e a maior onde os fungos se proliferavam. Ocorrendo dessa forma a morte de todos os primogênitos dos homens e também dos animais.
E então Faraó cedeu…
Como cientista, acredito que todas as explicações dadas acima são totalmente plausíveis, porém levanto uma questão, exceto pela última praga que sabemos como escravos, os hebreus, não tinham acesso aos alimentos que os egípcios armazenavam e por isso teriam sido poupados dessa praga, eles foram sujeitos ao mesmo ambiente e condições climáticas, no entanto, foram poupados das conseqüências das demais pragas.
Porém, o fato de a ciência determinar que as 10 pragas do Egito possam ser explicadas cientificamente não as faz desacreditadas. Em vez de desacreditar os milagres, a hipótese da ciência os reforça.
Ao mostrar como cada coisa aconteceu em hora e lugar favoráveis ao povo judeu, mostra também que cada um dos eventos contribuiu para os propósitos de Deus.
Seria concebível que cada ocorrência tenha acontecido como descreve os cientistas, porém idealizados e perfeitamente dirigidos por Deus, comandando todas as ações naturais…
Texto escrito para o Observatório Cristão
Ver texto original http://www.observatoriocristao.com/observatorio/?cat=68
EXODUS – A IMPROBABILIDADE DOS FATOS
Discorrerei nessa nova série Exodus alguns relatos do Livro de Êxodo e os acontecimentos: verídicos, históricos, científicos e ficciosos…
O livro de Êxodo é uma história de milagre e liberdade. Segundo estudiosos o livro bíblico que mais conteria controvérsias, e cientificamente o que contém menos provas materiais de sua veracidade. No entanto, o livro bíblico que mais contém milagres realizados por Deus.
Muito tem se perguntado se a saga do Êxodo é uma verdade histórica ou uma ficção literária. De qualquer forma podemos concordar que é uma poderosa expressão da memória e da esperança de um povo, nascida num mundo em plena mudança. A confrontação entre Moisés e Faraó espelhava o significativo confronto entre o jovem que amava seu povo e o Faraó que escravizava este mesmo povo.
“O Êxodo nos conta a origem do povo de Israel, descendentes de que viviam como escravos do faraó no Egito, até que Moisés, um hebreu, criado pela filha do Faraó, que ao chegar à idade adulta, não suportou ver seu povo oprimido e ao matar um egípcio fugiu, possivelmente para a terra de Midiã, que arqueologicamente não é encontrada pela localização indicada na bíblia.
”E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça. E o Senhor disse: Moisés, Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor. Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.” Ex 1:2-10
Tendo recebido a mensagem de Deus para que libertasse seu povo e o conduzisse à Terra Prometida, Moisés volta ao Egito e apesar da resistência do Faraó, ele e seu povo empreendem uma jornada 40 anos pelo deserto, que teria durado 40 anos e fora marcada por diversos milagres.
Para a comunidade científica, o Êxodo não aconteceu na época e da forma descrita na Bíblia, e parece irrefutável quando se examina a evidência de sítios específicos. Nessa primeira parte da nossa série do Exôdo nos ateremos aos acontecimentos que antecedem a saída do povo de Israel do Egito.
A questão da duração do cativeiro egípcio é controversa. De fato, os israelitas ficaram ali por volta de 450 anos (430 ou 400 anos), e indica a história que não foram escravos todo o tempo. Diversos elementos na narrativa mosaica levam a crer que José e sua família habitaram no Egito justamente no período de dominação dos hicsos os “reis pastores”, como eram chamados.
Segundo alguns intérpretes, Ahmose I, o faraó que expulsou os hicsos do Egito, não conheceu a José e foi a partir desse momento que os israelitas foram escravizados, aproximadamente 200 anos antes do Êxodo.
Na arqueologia egípcia, e nos documentos históricos do Egito não há sinais de que no Egito houve escravos hebreus. E não há registros também de que um número tão grande de pessoas teria deixado o país nessa época histórica. Estudiosos afirmam que a perda de um significativo contingente de trabalhadores, como a indicada na história de Êxodo teria provocado um abalo econômico e social considerável e esse fato certamente constaria nos registros egípcios.
Alguns fatos, porém, evidenciam os relatos bíblicos.
Existe uma descoberta científica conhecida como da Estela de Merenptah, encontrada no Egito que faz referência ao povo israelita, porém o povo de Moisés é mencionado laconicamente: “Israel está destruído, sua semente não existe mais”. No entanto, não diz quem liderava Israel nem que regiões eram abrangidas por seu território. Essa evidência trata-se da mais antiga menção aos ancestrais dos judeus fora da Bíblia.
A arqueologia provou também a existência das cidades de Pitom e Ramessés em escavações arqueológicas, evidênciando a escravidão do povo hebreu no Egito. “E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.” Episódio descrito Ex 1:11
O povo hebreu como descreve a bíblia teria edificado para os egípcios as cidades-celeiro Pitom (também chamada Sucote) e Ramessés. As ruínas de Pitom foram descobertas por arqueólogos no século passado. Ali foram encontrados armazéns de cereais, feitos de tijolos, uma parte dos quais sem palha. A cidade chamada Ramessés igualmente identificada pelos arqueólogos, tornou-se a residência especial de Ramessés II. Suas ruínas consistem de grandes montes de tijolos, feitos de argila do rio Nilo, secados ao sol. Em muitos casos a argila está misturada com palha para lhe dar maior consistência. Muitos, decerto, foram moldados por mãos de israelitas.
Existe ainda o fato de o nome “Moisés” não ser de origem hebraica e sim de origem egípcia (indicando o radical sés – que significa filho de…).
Apesar das improbabilidades de certos trechos do relato bíblico da história de Exôdo, é raro encontrar pesquisadores que considere o referido evento como mera história ficciosa. Sendo assim, os estudiosos concordam com a idéia de que a narrativa bíblica da saída do Egito contém uma verdade histórica, mesmo que mínima.
Nahum Sarna, professor de estudos bíblicos da Universidade de Brandeis diz que o relato do Êxodo não pode, de modo algum, ser uma peça de ficção. “Nenhuma nação inventaria para si mesma uma tradição assim tão inglória, a menos que houvesse um núcleo verídico”
O fato histórico do Êxodo e a sua dimensão divina descoberta à luz da fé nos relata que houve uma bela história de tentativa bem sucedida de libertação do jugo de opressão que Faraó, impunha aos hebreus. Houve por esse povo a procura incessante de liberdade e de independência. Antes e depois de Moisés povos fizeram semelhantes tentativas. Os homens continuam até os dias de hoje buscando a liberdade e a independência, e este desejo é o cerne daquilo que mais fortemente se impõe ao homem, a luta pela liberdade…
Em nosso próximo texto falaremos sobre o castigo de Deus imposto ao Egito, ou apenas a descrição científica dos fenômenos conhecidos como as 10 pragas do Egito.
Texto escrito para o Observatório Cristão
Ver texto original http://www.observatoriocristao.com/observatorio/?p=1212
JOSÉ DO EGITO – O GOVERNADOR NOMEADO PELOS ICSUS
Como último texto da série GÊNESIS a respeito das descobertas científicas à cerca dos relatos bíblicos, falarei sobre um importante personagem, José do Egito, e como fora um símbolo para o povo hebreu, o mais importante até Moisés que liderou o povo no Êxodo, que segundo, os egípcios, muitos historiadores e cientistas não existiu. Mas isso é assunto para nossa segunda série – EXODUS
“No Antigo Testamento a história de José é uma das sagas mais conhecidas. Vítima da inveja de seus irmãos, José teve sua túnica rasgada, foi vendido como escravo e levado para o Egito. Injustamente foi mandado para a prisão, mas fora liberto e promovido a primeiro-ministro, após decifrar um obscuro sonho do faraó que previa fome no país por longo tempo.”
A questão da duração do cativeiro egípcio é um pouco complicada. De fato, os israelitas ficaram ali por volta de 450 anos (aproximadamente), porém, eles não foram escravos durante esse tempo todo. Ao que parece, eles viveram por um bom tempo sem sofrer qualquer tipo de trabalho forçado. Isso só seria possível se eles vivessem entre os hicsos, que também eram semitas.
Um ponto que inicialmente podemos analisar a história de José é a questão das “moedas” com os quais José foi vendido como escravo por seus irmãos. As Escrituras dizem em Gênesis 37:28 que José foi vendido por 20 moedas de prata para uma caravana de ismaelitas, que o levaram ao Egito. No entanto, naquela época, não eram exatamente “moedas”, eram pesos ou siclos, porém, segundo a evolução das moedas, geralmente se usava cobre como forma de pagamento. Seria de se esperar que a Bíblia dissesse um valor entre 30 e 50 moedas de prata, que era preço dos escravos no auge da era Babilônica, e não 20 moedas como as Sagradas Escrituras dizem. No entanto, não fora vendido por negociantes e sim por seus irmãos que queriam se livrar dele, talvez seja a explicação por ter sido mais barato, mas porque a bíblia diz moedas de prata, isso ainda é controverso.
Na arqueologia egípcia não há sinais de que no Egito houve escravos hebreus. No entanto, descobertas científicas da Estela de Merenptah, também conhecida por Estela de Israel faz uma referência do nome de Israel, referindo-se ao povo israelita, porém é a única referência do nome de Israel em documentos egípcios.
A bíblia diz em Êxodo 1:11 “E assim os israelitas construíram para o faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés”. Arqueológicamente foi provada a existência de ambas as cidades, mostrando assim possíveis evidências da escravidão do povo hebreu no Egito. Existe também um papiro datando de 40 anos após o tempo de José, que hoje está no museu da Universidade Brooklyn, com uma lista de 79 escravos que serviam na casa de um rico comerciante Egipício, tal como Potifar. Aproximadamente 45 desses nomes são da região sírio-palestina, e soam como legitimamente hebreus. Indício de que escravos de origem semita eram comuns no Egito.
Um fato que causa estranheza é que a Bíblia guarda profundo silêncio a respeito do nome dos faraós do Egito na época de José. Talvez se deva ao fato de que em tempos mais antigos, o faraó era geralmente, mas não sempre, chamado apenas de faraó, como se fosse seu nome próprio. Mais tarde, tal prática foi abolida e dentre os escribas tornou-se quase obrigatória a identificação do faraó quando se fosse escrever um documento, para que fosse guardada para a posterioridade.
Muitos estudiosos bíblicos situam a entrada de José no Egito, a sua ascensão a segundo governante do Egito ou Vizir, a entrada de Jacó e sua família, no “Período dos Hicsos”, no Segundo Período Intermediário. Diversos elementos na narrativa mosaica levam a crer que José e sua família habitaram no Egito durante a dominação dos hicsus, o termo grego hicsos deriva do egípcio Hik-khoswet, e significa “governantes de países estrangeiros”. Os hicsos foram um povo asiático que invadiu a região oriental do Delta do Nilo durante a décima segunda dinastia do Egito, iniciando o da história do Antigo Egito.
Em Êxodo 1:8, lemos sobre o faraó que não conheceu José. Segundo alguns intérpretes, esse seria Ahmose I, o fundador da 18ª dinastia e que deu início a expulsão dos hicsos do Egito. Foi a partir da expulsão dos hicsos do Egito que os israelitas foram escravizados, o que daria aproximadamente 200 anos até o Êxodo, que provavelmente ocorreu em meados de 1450 a.C., contudo assumindo a posição de 200 anos do cativeiro egípcio, isso colocaria José vivendo na corte egipcia durante o governo dos hicsos sobre o Egito. No entanto, o texto bíblico diz que José viveu e teve seu governo sob um faraó egípcio.
O egiptólogo alemão Heinrich Brugsch descobriu um texto que retrata um período de fome muito parecida com a história bíblica de José. Este texto, foi escrito por um certo Baba, que foi governador da cidade de El-kab, sul de Tebas, que viveu durante a 17ª dinastia, que segundo a cronologia do Norte, seria a 16ª dinastia. Esse período poderia ser parte do tempo em que José governou o Egito. O texto diz que “o que o governador hebreu fez pelo seu país, Baba fez pela sua cidade”, segundo as orientações de José.
Amósis I derrotou os núbios, levando a fronteira até a 3.ª catarata, voltando à mesma posição da época da 13.ª Dinastia. Kamósis assume o trono de Aváris, capital dos hicsos e dá continuidade à guerra de expulsão dos hicsos. Ahmés, filho de Amósis e irmão de Kamósis expulsa finalmente dos hicsos, numa guerra iniciada por seu pai, conseguindo seu objetivo após 10 anos de guerra.
Assim a povo hebreu tornou-se cativo e por longo tempo… José morreu em 1802 a.C e quando o povo hebreu saiu do Egito levou consigo seus restos mortais, já que José fora símbolo do povo hebreu no Egito.
Nossa próxima série tratará do capítulo mais controverso da Biblia, o Êxodo que cientificamente e historicamente não é provado, mas é um dos mais importantes fatos ocorridos na bíblia. A Bíblia possui erros de tradução, pois tudo que nela se encontra foi escrito por mãos humanas e ao passar dos anos seu sentido pôde ter sofrido modificações, porém, são cremos ser sagradas e inspiradas por Deus.
Texto escrito para o Observatório Cristão
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A DESTRUIÇÃO DO VALE DE SIDIN
Sodoma e Gomorra são, de acordo com a Bíblia judaico-cristã, duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descido do céu. Segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por Deus devido à prática de atos imorais. “Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, dos céus, sobre Sodoma e Gomorra; E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra.” GN 19:24-25
Na verdade, eram cinco cidades-estado localizadas no Vale de Sidim, próximas ao Mar Morto, cujos nomes eram: Sodoma, Gomorra, Admá, Zebolim e Zoar. O Vale de Sidim (Vale dos Campos) era descrito como um lugar paradisíaco. As quatro cidades anteriores foram destruídas e Zoar sobreviveu ao desastre. E segundo a bíblia, o motivo da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra foram a perversidade de seus habitantes, a imoralidade e a desobediência ao Senhor.
Por longo tempo a comunidade científica negou a existência de Sodoma e Gomorra, até o aparecimento de fatos que comprovassem essa evidência. Em 1924 descobriram-se ruínas do que poderia ser Sodoma e Gomorra, porém sem estudos de escavações. Mas em 1967 arqueólogos descobriram túmulos a 15 metros de profundidade, madeiras, perfumes e ossos humanos.
A ciência descobriu indícios das cidades de Sodoma e Gomorra e através de estudos que vem sendo realizados pela arqueologia e outras ciências, esta sendo analisada a possibilidade de essas cidades terem sido destruídas por uma chuva de asteróides incandescentes, ou seja, Sodoma e Gomorra foram destruídas por uma saraivada de fogo como diz a bíblia.
A trajetória de um meteorito e sua posterior explosão em 3123 a.C. poderia explicar o fato bíblico da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra em meio a uma chuva de fogo e enxofre, segundo cientistas da Universidade de Bristol. De acordo com um bloco de argila conhecido como “Planisfério”, encontrado por Henry Layard em meados do século 19 o qual permanecia como um mistério para os acadêmicos descobriu-se que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteróide – que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.
Segundo Mark Hempsell pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide tipo Aten que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um grande deslizamento de terra. O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico. Não há menção de uma cratéra em Köfels, o que pode também sugerir uma explosão no ar.
E porque teria acontecido no somente no Vale de Sidim? A resposta para essa questão pode estar encerrada no que se refere ao ângulo de entrada do asteróide. Caso ele tenha se chocado com a Terra, em alguma montanha, teria causado deslizamentos o que não deixaria sinais de cratera, mas de deslizamento de terras. Parte dos escombros do asteróide, juntamente com pedras, teria sido lançada a grandes alturas, acompanhando sua trajetória, sendo o ponto de entrada dos escombros a região de Sidim, sobre as cidades destruídas. Caso tenha explodido no ar, parte do seu material pode ter ficado retido entre as montanhas e parte ter sido lançada no espaço acompanhando sua trajetória e descendo sobre o Vale de Sidim em arco. Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados
No entanto, essa não é a única explicação científica para o ocorrido. É possível que um grande terremoto tenha destruído estas cidades e, provocado uma mudança no nível das terras ocupadas por elas, quando suas ruínas foram inundadas pelas águas do mar. Acredita-se que a região do Mar Morto abrigava um vulcão com intensa atividade e toda a região era rica em gás natural e petróleo, essa combinação propiciou um ambiente com forte presença de fogo e enxofre, isso numa área cercada de terremotos, ou seja, a população estava numa bomba relógio prestes a explodir. Os geólogos canadenses Grahan Harris e Anthony Berardow, descobriram que a Península de Lisan, era parte oriental do Mar Morto, e teria sido o epicentro de um terremoto de escala maior que seis na escala Richter ocorrido há aproximadamente no mesmo período que teria sido a destruição de Sodoma e Gomorra. Assim, tudo teria começado com um tremor de terra que abrira buracos de gás natural e o enxofre depositado borbulhou na superfície, desenrolando assim uma reação em cadeia onde todas as substâncias pegaram fogo. Segundo estes geólogos, o terremoto provocou efeitos que levou ao engolimento das construções e os restos de Sodoma e Gomorra estariam debaixo das águas do Mar Morto.
E o fato de a mulher de Ló ter se tornado uma estátua de sal? Fenômenos naturais podem explicar o fato da seguinte forma: No caso em questão, ao ir olhar o que se passava ou ter ficado para trás, a esposa de Ló pode ter sido instantaneamente envolvida por algo semelhante a uma nuvem piroclástica (resultado devastador de algumas erupções vulcânicas. Constituem corpos fluidos, velozes, compostos de gás quente e piroclastos (cinza e pedra) que podem viajar com velocidade de até 160 km/h. O gás está normalmente numa temperatura entre 300-800 graus Celsius) gerada pela queda próxima a ela de uma rocha derretida resultante da entrada de escombros. O fenômeno teria envolvido repentinamente o corpo da mulher e a tornaram uma estátua. Ao verem o corpo da mulher naquela forma, Ló e suas filhas fizeram uma analogia com as formações de sal do Mar Morto, as quais se assemelham a estátuas, daí a alusão a estátua de sal
Mas resta a pergunta: por que Zoar teria sido poupada?A resposta pode estar relacionada ao ângulo de entrada do asteróide, parece haver na zona de entrada do esteróide uma linha nas cidades destruídas, sendo que Zoar estava bem aquém desta linha. Daí a razão de ter sido poupada
Atentando para o fato cientifico, não quer dizer que as provas científicas refutariam a história bíblica, a ciência apenas pretende provar que o fato descrito pela bíblia independente de Deus ou não, verdadeiramente ocorreu. E por que não dizer que Deus usou os fenômenos naturais, sendo ele um esteróide ou um terremoto, para destruir o pecado e a perversidade. Cito uma frase de Rabi Bradley Shavit Artson: “A verdade das Escrituras são para a vida, e isso está acima das verdades meramente humana”
Texto Escrito para o Observatóro Cristão
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DILÚVIO: AS FONTES DO GRANDE ABISMO
A história de Noé é mencionada pela primeira vez em Gênesis 5:29.
O relato conta que Noé era descendente da linhagem de Sete, e viveu numa época em que as linhagens humanas mostraram-se corrompidas.
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só maldade continuamente.” (Gn 6:5) e decidiu eliminar a população provocando uma grande inundação. Porém, resolveu poupar a vida de Noé e de sua família, o qual era um homem justo e achou graça aos olhos do Senhor (Gn 6:8).
Deus, então, ordenou a Noé a construção de uma grande embarcação, onde ele reuniria todos os animais da Terra pelos 40 dias de dilúvio. Noé então reuniu um casal de cada espécie e abrigou sua família no interior da arca. A arca teria repousado nos Montes Ararat entre a atual Turquia e o Irã , por um período de quase 8 meses até que Deus confirmou o momento que poderiam descer da arca.
A embarcação em questão ficou conhecida como “A arca de Noé” que teria sido construída com as proporções de 133 metros de comprimento, 22 metros de largura e 13 metros de altura e divida em três pisos, com uma única entrada e uma pequena janela no andar mais alto
Muitas controvérsias há a respeito do acontecimento do dilúvio, desde a quantidade de água que caiu na grande tempestade que não seria suficiente para cobrir a terra, a quantidade de animais que era demais para a embarcação até a sobrevivência posterior a inundação que seria quase zero numa terra devastada pela água e com animais e pessoas mortas por toda parte.
Controvérsias à parte, eu irei me ater aos fatos que cientificamente poderiam ser comprovados, ainda que igualmente contraditórios.
Acredita-se que antes do dilúvio havia uma estupenda cobertura transparente de vapor que envolvia a terra e que teria sido formada na criação, durante a separação das águas debaixo do firmamento. E que o colapso dessa cobertura de vapor teria se condensado e caído por sobre a terra. Porém cientistas afirmam que essa ocorrência não faria a chuva durar tanto tempo e produziria uma profundidade média muito baixa.
No entanto, Gênesis 7:11 diz “ E romperam-se todas as fontes do grande abismo..” o que nos leva a entender que as águas não vieram só de cima.
Antes do dilúvio provavelmente a terra teria um grande continente coberto por vegetação, e as montanhas menores que as de hoje.
Segundo a teoria da hidroplaca, teoria de linha criacionista proposta pelo engenheiro mecânico norte-americano Walter Brown, em 1980, em seu livro “In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Floodanuncia” uma explicação alternativa à tectônica de placas, defende que a atual formação geológica terrestre, seria consequência de um evento catastrófico em decorrência de uma inundação global, sendo considerada por grande parte da classe cientifica como uma teoria pseudo-científica.
De acordo com essa teoria, a terra antes do dilúvio possuía muita água subterrânea, mais da metade do que hoje existem nos oceanos, e estas águas estariam compactadas internamente em câmaras, formando uma delicada capa esférica, aproximadamente uns 16 km abaixo da terra, e uma enorme pressão subterrânea fez as câmeras se expandirem e como um globo, se incharam, o que fez o solo ter erosões que se expandiram muito e a água que estava numa pressão crescente saiu do solo numa velocidade violenta, formando “fontes” que foram disparadas a 32 km de altura, e esta instabilidade teria provocado chuvas torrenciais que jamais foram vistas.
Parte da água que alcançou a fria atmosfera se transformou em cristais congelados formando uma massiva descarga de gelo que sufocou e enterrou instantaneamente muitos animais.
A enorme pressão de água que saiu escorreu pelas rupturas e se assentaram como lodo sobre a terra enterrando plantas e animais, formando o registro fóssil.
Esta erosão abriu mais rupturas e as aberturas se ampliaram de tal forma que as rochas comprimidas embaixo da câmara subterrânea se levantaram formando a cordilheira inter-oceânica que moveu a terra e as placas oceânicas em aceleração encontraram resistência, se comprimiram e se dobraram. As que se dobraram para baixo formaram os abismos oceânicos e as que se dobraram para cima formaram as montanhas, e seria por isso que as principais cadeias de montanhas se acham paralelas as cordilheiras oceânicas das quais se deslizaram. Ao deslizarem-se as hidroplacas abriram buracos no fundo do oceano para onde foram as águas após o dilúvio.
Segundo a geologia moderna, que refuta esta teoria, o dilúvio realmente ocorreu na região do Crescente Fértil, porém não há comprovação de sua extensão global. Geólogos afirmam com base em estudos da erosão e das marcas geológicas que o dilúvio teria ocorrido em escala local, porém abrangendo todo o mundo conhecido à época, ou seja, onde havia civilização houve o dilúvio.
Existem afirmações de que a arca existe e ainda está no monte Ararat dividida em duas partes, o monte é uma das maiores montanhas do mundo e de difícil acesso.
John Morris, um dos principais defensores criacionistas, sobre o acontecimento do dilúvio afirma: “Se a inundação de Noé efetivamente aniquilou toda a raça humana e a sua civilização, como a Bíblia ensina, então a arca constitui uma dos maiores ligações remanescentes com o Mundo Antediluviano. Nenhum artefato significativo poderia ser de maior antiguidade ou importância e com tremendo impacto potencial sobre a controvérsia da criação-evolução.”
A procura pela Arca de Noé, por isso, continua nas montanhas de Ararat, embora até agora sem sucesso, e muitos questionamentos e teorias ainda persistem à cerca desse episódio. Como podemos ver não quanto à sua existência, mas quanto às suas proporções e histórias que a envolve.
Texto escrito para o Observatório Cristão
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ENTRE O BIG BANG E O GÊNESIS
A origem do Universo é um tema que desperta grande curiosidade desde os tempos mais remotos e gera grandes polêmicas envolvendo conceitos religiosos, filosóficos e científicos. E o homem sempre buscou respostas aos seus anseios quanto a sua origem e essência.
A bíblia nos diz em Gênesis 1:1 “No princípio Deus criou o céu e a Terra”. E que toda a criação física foi produzida em seis dias: de 24 h há aproximadamente 10 mil anos atrás.
A explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria do Big Bang “a grande explosão”, que foi anunciada em 1948, pelo cientista russo naturalizado americano George Gamow.
O Criacionismo crê que a vida, o Universo e tudo que nele há, foi criado por Deus. O primeiro capítulo de Gênesis relata a maneira como Deus criou o mundo:
_ Sem utilizar nenhum material pré existente, ou nenhum instrumento, Deus foi criando todas as coisas: o céu e a terra, os animais e as plantas… E por último o homem.
Deus criou o mundo do nada. A criação inteira é fruto do amor e onipotência de Deus: as coisas pequenas – ervas e insetos -, e as grandes: o sol, a lua, os sistemas planetários, os mares, e o ser mais perfeito da criação visível é o homem. E Deus continua cuidando e governando tudo com suas leis.
Cientificamente o Universo teria surgido no Big Bang, após uma grande explosão cósmica a 13,7 bilhões de anos. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo. Essa teoria apóia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble e Milton Humason, os quais demonstraram que o Universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.
A descrição de Gênesis a respeito da criação do Universo e do aparecimento da Terra se harmoniza com muitas descobertas científicas recentes.
Segundo estudos científicos entre o surgimento do Universo e o aparecimento de Adão passaram-se 13 bilhões de anos.
Como poderia uma mesma e única sequencia de eventos que abrange o período de tempo entre o “principio” e o surgimento da humanidade estender-se por 6 dias e por 13 bilhões de anos – simultâneamente – começando e terminando no mesmo instante. Segundo as leis da física esta proposição é completamente possível.
Mas como haveremos de esticar seis dias de modo a abranger 13 bilhões de anos? Ou inverso, como espremer 13 bilhões de anos para caberem em seis dias?
Salmos 90:4 diz “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” Mostrando-nos que a percepção divina do tempo é muito diferente da percepção humana
A base buscada, na ciência, para harmonizar o calendário bíblico e o cosmológico pode ser em parte encontrada na relatividade de Einstein.
A lei da relatividade nos diz que as dimensões espaciais e a passagem do tempo não são absolutas. Suas medidas são uma função direta da relação entre o observador e o observado. Segundo a teoria de Einstein, nós hoje sabemos que, num Universo em expansão, é impossível afirmar que o transcurso de tempo de uma sequência de eventos ocorridos em uma parte do Universo é igual ao transcurso de tempo desta mesma sequencia de eventos vista de outra parte do Universo, ou seja, o tempo difere de lugar para lugar.
Um relógio na Lua anda mais depressa do que o mesmo relógio na Terra por causa da menor gravidade lunar. Mostrando que a gravidade é um fator chave entre o Big Bang e o Gênesis.
De acordo com os estudos científicos e com as palavras inicias da Bíblia, o Universo já existia antes do início dos dias físicos. A bíblia não especifíca a idade exata “dos céus e da terra”, nos diz apenas que no dia 1 passou a existir a separação entre a luz e as trevas.
Quanto a duração do dia em 24 horas a palavra hebraica traduzida por “dia” pode significar vários períodos e tempo e não apenas 24h , outra coisa, em Gênesis 1:5 diz: “Deus começou a chamar a luz “dia” mas a escuridão de “noite” definindo o termo “dia” como apenas um período.
“Houve tarde e houve manhã” a passagem de cada um dos seis dias de Gênesis é marcada por essa frase. Porque citar tarde e manhã, que são conceitos terrestres, para os primeiros dias de Gênesis. A palavra hebraica para “tarde” é erev, o radical erev refere-se muito mais do que apenas o sol se pondo, significa também “confuso, misturado, desordenado”
A palavra hebraica para “manhã” é boker e seu significado é o oposto de erev e também “discernível, capaz de ser distinguido, ordenado”
O texto poderia, então, estar nos transmitindo a seguinte mensagem ao dizer “houve tarde e houve manhã”: Algo crucial está sendo dito sobre o fluxo da matéria no Universo, algo que só pode acontecer em um subsistema contido em outro sistema maior e em contato com ele. Isso nos diz que na região do espaço onde a humanidade fincaria suas primeiras raízes estava ocorrendo um fluxo sistemático da desordem – caos ou “tarde” e para a ordem – cosmos ou “manhã”
Gênesis nos revela também que os eventos iniciais no decorrer de um “dia” tinham continuidade posteriormente, nos dias que se seguiam:
No primeiro dia físico, a luz do Sol já existia, mas de alguma forma era impedida de alcançar a superfície da Terra possivelmente por nuvens densas (Jó 38:9). No primeiro “dia” essa barreira começou a dissipar-se, permitindo que a luz difusa penetrasse a atmosfera.
No segundo “dia” a atmosfera ao que tudo indica continuou a clarear, criando um espaço entre as nuvens espessas no céu e o oceano abaixo.
No terceiro “dia” o espaço entre as nuvens aumentava e produziu a terra erva verde, erva que deu semente, e árvore frutífera.
No quarto “dia” a atmosfera já havia gradualmente clareado o suficiente para que o Sol e a Lua ficassem visíveis “na expansão dos céus” Gênesis 1:14-16. Então o Sol e a Lua começaram a ficar visíveis, esses eventos aconteceram de forma gradual.
No quinto “dia” produziu os répteis, as aves, e as águas os produziram abundantemente, no entanto, no sexto “dia”, a bíblia indica que Deus ainda estava “formando do solo todo animal selvático do campo e toda criatura voadora dos céus” Gênesis 2:19
Os textos bíblicos indicam à possibilidade de que alguns dos acontecimentos maiores durante cada “dia” ou período de criação, tenham ocorrido aos poucos em vez de instantaneamente.
A criação de Adão foi diferente de qualquer outro evento da criação. Nossas origens, segundo o criacionismo, estão na “argila do solo”. Todos os animais (Gênesis 1:30), incluindo o homem (Gênesis 2:7) receberam um sopro de vida. Entretanto somente Adão recebeu algo diferente e inédito no Universo: o hálito vivo de Deus (Gênesis 2:7). É somente no instante em que Deus insufla em Adão este hálito que ambos, Criador e criatura, se tornam inseparavelmente ligados. Neste mesmo momento, um dentre bilhões de possíveis relógios foi irrevogavelmente escolhido, pelo qual todos os atos futuros seriam medidos.
Uns bilhões de relógios cósmicos estavam e ainda estão tiquetaqueando, cada um no seu próprio ritmo, adequado ao local onde se encontravam e se encontram. Universalmente falando todos poderiam ter começado no Big Bang e exatamente no mesmo momento, marcou o instante do surgimento de Adão, este instante variou de estrela para estrela, porém todos contribuindo para um único evento.
Como citado na teoria da relatividade de Einstein, o tempo difere de lugar para lugar, na Física quando se diz 1 bilhão de anos, não se refere à sensação de 1 bilhão de anos mas à passagem efetiva de um bilhão de anos. Se durante aqueles seis dias, houvesse um relógio suspenso na região do Universo, hoje ocupada pela Terra, ele não registraria necessariamente 13 bilhões de anos. No Universo primordial a curvatura do espaço e do tempo neste ponto era provavelmente muito diferente da que é hoje.
As Leis da Natureza exibem ordem, padrão e regularidade, visto que elas foram estabelecidas por um Deus de ordem (Salmo 19:1 – 4). A ciência deve ter como principio básico nos fazer entender essa ordem, padrão e a regularidade exibida por essas leis.
Na história do Universo está contido um percurso que, atravessando muitas águas turvas, nos faz chegar a entender o que somos: a medida que se desenvolveu intelectualmente e progrediu nas conquistas materiais, o homem se isolou agindo como se todo o universo existisse em função dele. E aos poucos estamos percebendo que é fundamental para a nossa realização o encontro com Deus, a busca da unidade, da harmonia e da integração de nós mesmos, com Deus e com o universo criado por Ele.
Texto escrito para o Observatório Cristão
Ver texto original http://www.observatoriocristao.com/observatorio/?p=1061
DIVINI et NATURALIS
Ao ser incumbida desta difícil e prazerosa tarefa de discorrer a respeito de um tema que causa tanta polêmica e controvérsia, refleti em como dar início a esta minha ocorrência lingüística, e indaguei-me em fazê-lo citando a introdução da Carta Encíclica Fides et Rátio do Pontífice João Paulo II aos bispos da igreja católica, ao que pensei: poderia causar algum espanto e contestação, no entanto, refleti que as produções textuais que aqui serão discorridas por mim não serão menos espantosas e controversas, desta forma decidi fazê-lo, e assim sendo vamos a citação:
“A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-o e amando-o, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”
A origem do Universo é uma das grandes interrogações do homem. E a busca pela compreensão sobre como foi desencadeado o processo que o originou, proporcionou e ainda proporciona várias discussões, debates, pesquisas e teorias que possam explicar tal fenômeno.
Descobrir o elo que une a nossa herança enquanto seres humanos à constituição do universo é uma síntese entre as descobertas cientificas e as tradições bíblicas e revela-nos um universo que evoluiu, seja pelo desenvolvimento científico, seja por intervenção divina.
A tradição cientifica e religiosa exibem sistemas de pensamentos que buscam a verdade. A religião baseia sua busca da verdade em um conhecimento que se acredita obter por revelação. A ciência busca a mesma verdade avaliando as interações observadas em nosso mundo físico. No entanto, não nos damos conta que alcançar um entendimento rigoroso da bíblia é uma tarefa tão árdua e exigente quanto à pesquisa cientifica.
Faz-se necessário estudar os conhecimentos científicos para a compreensão da relação entre o mundo e o modo como ele é regido por Deus. Para tentarmos entender a interação, e a intima ligação entre o Divino e o Natural, precisamos mais do que o amor a bíblia, é preciso também um conhecimento das ciências naturais.
“Os céus narram a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos” (Sl 19:2). Estudar e entender a história que esses céus contam é muito importante.
O “naturalismo científico” tanto quanto o “criacionismo” buscam nas mesmas fontes as evidências para as suas propostas. A interpretação dessas evidências pode ser diferente. Mas isto não é uma questão de ciência e religião. Isso é uma questão de interpretação.
O mundo criado por Deus é algo positivo, valoroso e digno de cuidadoso estudo porque foi criado para um propósito perfeitamente bom. Os humanos, como os únicos portadores da imagem de Deus, foram criados para discernir, descobrir e desenvolver as coisas boas da criação para glória de Deus e melhoria humana através do trabalho. O mandato da criação (Genesis 1: 26 – 28) inclui a atividade científica.
Todas as questões de moralidade contidas na imutável lei espiritual de todas as religiões são logicamente exatas. Se a religião fosse contrária a razão lógica, então deixaria de ser religião para ser simplesmente tradição. E a ciência a cada descoberta, não nos prova a inexistência de Deus, ao contrário, a ciência é chave para a compreensão do Universo que Deus criou. É impossível separar estas duas áreas do conhecimento humano.
O conflito entre religião e ciência é bastante conhecido historicamente. Galileu Galilei foi obrigado a se retratar, quando comprovou a teoria heliocêntrica de Copérnico, por causa da reação da Igreja Católica no Século 17. O mesmo ocorreu com Charles Darwin e sua teoria evolucionista, que contradizia o criacionismo da Igreja.
Com a evolução alcançada pela tecnologia neste início de século 21, religiosos e cientistas se confrontam com novas polêmicas. Células-tronco, clonagem e transgênicos são apenas alguns exemplos de questões que ainda geram muitas divergências.
Albert Einstein físico judeu-alemão, criador da teoria da relatividade, prêmio Nobel em 1921, afirma:
“Todo profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que ele contempla. No universo, incompreensível como ele é, manifesta-se uma utilização superior e ilimitada”
Thomas Edison inventor do campo da física diz: “Tenho enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus.”
A ciência não é inimiga da religião, nem tampouco a razão contradiz a fé. Enquanto o cristianismo e a ciência tiveram suas disputas, não nos daremos conta que não há nada inerente à visão cristã, que seja inimiga da ciência corretamente entendida.
A religião e a ciência tenta de alguma forma levar ao homem explicações que as vezes foge da compreensão, a fé não se opõe a ciência pois ambas caminham juntas, vez que juntas trabalham para o bem maior que é o desenvolvimento intelectual e espiritual de uma forma completa na sua essência e na sua complexidade.
Para findar e compilar a síntese dos pensamentos aqui discorridos finalizo com esta citação “A religião e a ciência são duas asas sobre as quais a alma humana pode progredir.”
Nos próximos capítulos deste grande texto que é a compreensão humana na constituição do Universo preparamos uma série em que discorrerei à respeito da visão científica e religiosa de alguns acontecimentos bíblicos.
Texto escrito para o Observatório Cristão
Ver texto original http://www.observatoriocristao.com/observatorio/?p=1033#more-1033




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